Por que Deus não perdoa Satanás?

Ilustração

João Paulo Pp. II, nos dá uma resposta definitiva a esta pergunta: É claro que se Deus não perdoa o pecado dos Demônios o faz porque eles permanecem no seu pecado, porque estão eternamente nas cadeias daquela escolha que fizeram no início, rejeitando Deus, contra a verdade do Bem supremo e definitivo que é Deus mesmo.[1]

Ele ainda nos lembra que, neste sentido escreve João que o Diabo é pecador desde o princípio: Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio.

(1 Jo 3, 8 )

E desde o princípio Satanás foi homicida e não perseverou na verdade, porque não existe verdade nele: Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. (Jo 8, 44)[2]

Segundo João Paulo Pp. II o pecado de Satanás consiste na rejeição da verdade sobre Deus, conhecido à luz da inteligência e da revelação como Bem infinito, Amor e Santidade subsistente.[3]

O pecado de Satanás, portanto, é proporcional à sua perfeição, ou seja, é tão grande quanto a perfeição de seu ser espiritual e a perspicácia cognoscitiva do seu intelecto angélico, a sua liberdade e a sua proximidade a Deus.[4]

Por isto Satanás vive na radical e irreversível negação de Deus e procura impor à criação – visível e invisível, sensível e suprassensível – aos outros seres criados à imagem de Deus, e em particular aos homens, a sua trágica “mentira sobre o Bem” que é Deus.[5]

Segundo Satanás, Deus seria ciumento das suas prerrogativas e imporia, por isto, certas limitações ao homem:

Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal. (Gn 3, 5).

Ele convida o homem – representados em Adão e Eva – a libertar-se da imposição deste julgo, tornando-se como Deus.[6]

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[1] JOÃO PAULO Pp. II, Audiência Geral, 13/08/1986, n. 4.

[2] Ibidem.

[3] Ibidem, n. 5.

[4] Ibidem.

[5] Ibidem.

[6] Ibidem.

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